Não há objectos nem materiais, por mais nobres que sejam, capazes de substituir, no seu lar, a presença de uma planta. Quando bem escolhidas, bem colocadas e bem tratadas, o seu efeito descorativo é verdadeiramente espectacular.
Suspensas do tecto em graciosas floreiras, ou erguendo-se majestosamente de grandes vasos do chão, dentro de “cache-pots” ou em simples recipientes de barro, as plantas proporcionam infinitas combinações decorativas, que podem ainda ser valorizadas com uma iluminação adequada, projectando sombras ou filtrando suavemente os focos de luz.
Antes de mais, é fundamental escolher o tipo de plantas que mais lhe convém, de acordo com o efeito que pretende obter e as condições ambientais de cada local. Por exemplo: um cacto para ornamentar o parapeito de uma janela que se encontra exposta à luz directa do sol; uma hera ou outra trepadeira que não precise de muita luz e se desenvolva na vertical, para alegrar um recanto mais sombrio.
E atenção: as plantas são seres vivos… e reagem, como nós, à fome, à sede, à humidade, ao frio, ao calor e a todas as condições embientais. Conhecendo cada uma delas, poderá dar-lhes tudo aquilo de que precisam e proporcionar-lhes as condições ideais para se desenvolverem saudavelmente. Em troca, elas vão agradecer-lhe da melhor forma possível, dando um insubstituível toque de elegância, cor e alegria à sua casa, durante muito tempo – quanto mais tempo lhes dispensar melhor…

REGA
– A necessidade de água varia com o tipo de plantas. Procure conhecê-la logo na altura da sua aquisição. As plantas com maior superfície de folhagem são as que mais precisam de água. Mas é fácil saber quando uma planta precisa de rega. A terra ressequida, os caules tombados e folhas a cair são sintomas evidentes. Em caso de dúvida, enfie um lápis ou um objecto aguçado na terra, até ao fundo do vaso. Se ele sair completamente limpo e seco, a planta precisa de água. Mas nao se esqueça que o excesso de água provoca o apodrecimento das raízes e é tão ou mais prejudicial que a sua falta.

ADUBAÇÃO
– Não adube em demasia, porque isso enfraquece a planta, e não o faça durante o período de repouso (Inverno, normalmente) nem às plantas acabadas de transplantar. Na Primavera e Verão, períodos de crescimento, adube de duas em duas semanas, com adubo líquido diluído em água, porque assim é mais eficaz.

PRAGAS E DOENÇAS
– Trate imediatamente uma planta na qual detectou sinais de doença, porque, em muitos casos, só um tratamento precoce poderá salvá-la. Mantenha-a afastada das restantes, para que não as contagie.
Grande parte dos problemas deve-se à infestação por lagartos, aranhas, e outros parasitas. Nestes casos, o tratamento consiste, geralmente, em remover manualmente o maior número possível de parasitas e pulverizar com insecticida especial para plantas. Em alguns casos, são as raízes e a própria terra que estão infestadas, pelo que é necessário remover a terra bolorenta e, de duas em duas semanas, mergulhar todo o vaso numa solução de insecticida. Se a planta não apresentar melhorias, deite-a fora juntamente com o vaso, antes que contamine as restantes. Igualmente irremediável é a infecção por vírus, que se manifesta por deformação ou atrofia da planta, com a folhagem riscada, amarelada ou verde-claro. A planta está condenada, sendo necessário deitá-la fora, juntamente com o vaso. Por último, se a planta apresentar sinais de apodrecimento, geralmente, por excesso de rega, corte as partes afectadas e tente a recuperação, que ainda é possível.

TRANSPLANTAÇÃO
– Esta necessidade verifica-se quando, geralmente no início da Primavera, a planta começa a exigir rega e adubação com frequência superior ou habitual. Em algumas espécies, esta necessidade de mais terra e mais espaço para o crescimento das raízes manifesta-se quando estas começam a aparecer à superfície. Para desenvasar as plantas maiores, passe a lâmina de uma faca em volta do rebordo interior do vaso, para que este se destaque facilmente do torrão. Ao reenvasar, verifique se as raízes e a terra apresentam um aspecto saudável ou se necessitam de tratamento. Se tudo estiver normal, transfira o torrão com a planta para um vaso maior, mas não muito, para facilitar a drenagem e fazer com que a planta fique, no novo vaso, ao mesmo nível que tinha no anterior. Finalmente, deite terra fresca em volta do torrão transplantado, para uniformizar e dar consistência a toda a mistura.

ILUMINAÇÃO
– Com excepção dos cactos e de outras plantas suculentas, as plantas suportam mal a luz directa do sol. Preferem a semiobscuridade, proveniente da luz solar indirecta ou filtrada por cortinados ou persianas. Quase todas reagem bem à luz artificial forte, desde que a fonte não se encontre tão próxima que o calor lhe queime as folhas. As plantas mais coloridas e as que têm flor são as que mais precisam de luz solar. Relacionadas com a questão da iluminação estão a humidade – que deve manter em níveis estáveis e moderados – e a temperatura, que, idealmente, deverá oscilar entre os 10ºC e os 15ºC, na maior parte dos casos.

CONSELHOS PRÁTICOS PARA AS FÉRIAS
– Se as suas plantas pertencem a espécies sombrias e resistentes, sobreviverão duas ou três semanas sem água, mesmo no Verão. Deixe-as ficar numa zona de luz intermédia, mas nunca na obscuridade total ou em exposição directa ou permanente ao sol. Este conselho também é útil para pessoas distraídas ou demasiado ocupadas, que se esquecem de cuidar regularmente das plantas.
Se as suas plantas forem mais delicadas e não tiver ninguém que as trate durante a sua ausência, adquira vasos de rega automática, que conservam água suficiente para um mês, ou utilize o método do “cache-pot”. Este processo consiste em enterrar vasos com orifício de drenagem, dentro de vasos maiores com turfa húmida, de modo a que esta humidade se transfira para as suas plantas. Também existem granulados absorventes que, molhados, desempenham o mesmo papel de turfa.

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