O recurso às tecnologias de reprodução assistida tem vindo a crescer de uma forma exponencial, não só em países muito desenvolvidos, como também no nosso pequeno Portugal. Um desses recursos que tem vindo a dividir a opinião da sociedade é o recurso às Barrigas de Aluguer. Um caso relativamente recente, de um jogador de futebol português mundialmente conhecido, levantou muitas questões e chamou à razão muitas dúvidas e críticas que estavam escondidas no íntimo de cada um.

Um caso um pouco mais recente, passado no Brasil, de uma mãe que fez de barriga de aluguer para a sua própria filha, pois esta não era capaz de engravidar, por problemas de saúde, tem vindo a correr os mídia sociais e até as redes sociais com críticas bastante duras que levam muita gente a chamar de “comportamento irracional” o que esta mulher fez pela filha.

A designação “barrigas de aluguer” pode até ter outras denominações, no entanto o seu significado é sempre o mesmo: uma mulher que aceita carregar no seu ventre a criança de um casal infértil, comprometendo-se no entanto a, após o seu nascimento, entregando esta ao casal assim que conheça o Mundo.

Em Portugal a lei é muito explícita, e qualquer situação que indique que alguém está a exercer esta “acção” em benefício de outro casal é severamente punido, até porque a lei é clara: em Portugal é proibida a utilização de Barrigas de Aluguer.
Porém, já é provado que se o fizer no estrangeiro não terá qualquer problema, veja o exemplo do jogador de futebol anteriormente referido.

Contudo, existe sempre a situação da mãe que empresta a sua barriga querer recuar no “contrato” e ficar com a criança, e aí as coisas podem mesmo vir a complicar-se para ambos os lados. Se por um lado existe um contracto, qual é a viabilidade do mesmo dado uma situação destas?

E vocês leitoras, concordam com as Barrigas de Aluguer?

2 COMENTÁRIOS

  1. Ficar com aquilo que não é nosso? Só porque o gerou?
    Então e uma criança que adoptámos e a mãe vem passados uns anos exigir a criança? Quem terá mais direito, nestas duas situações?
    A criança é “alimentada” durante uma fase crucial da sua existência! Terá a barriga de aluguer o direito de apresentar como sua defesa os laços afectivos gerados com aquele ser só porque cresceu no seu ventre? Não tinha ela conhecimento disso? Assinou um contrato por questões financeiras e no fim vem exigir a posse de um ser que geneticamente não tem qualquer relação?

    Então e a questão de o PAI não ser tido nem achado quando a mulher decide abortar? Não tem o PAI direito à criança quando a MÃE deseja abortar? Ou mesmo quando deseja usufruir dos genes daquele PAI só porque se acha no direito de ter aquele bebé!

  2. Cada um é livre de fazer com o seu corpo o que quiser, e se isso traz felicidade a quem deseja muito e não consegue não vejo qual o problema…

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