Aquela história do “que é meu é teu” é um conto de fadas, mas na realidade é mais do tipo “quero partilhar, mas ao mesmo tempo, isto é uma treta“. Meu marido e eu estamos juntos há nove anos, casados quase há 3, e ainda estamos tentando lidar com esta coisa das finanças combinadas.

A Verdade Sobre Finanças Combinadas

Porquê? Porque não é fácil como nas histórias, é a vida real.

O engraçado é que quando decidimos casar falámos sobre dinheiro, decidimos não combinar as finanças. Tínhamos um sistema que resultou durante seis anos, logo não haveria motivo para mudar, certo? Na teoria era um grande plano.

Mas quando casámos deixei meu trabalho, assim digamos que este plano de não combinarmos as finanças foi pelo cano abaixo. Nessa altura iniciei-me no freelancer (trabalho por conta própria na escrita).

O primeiro ano foi de ajustamento. Passei de ter tudo para praticamente nada. No princípio não havia muito trabalho, logo as finanças começaram a diminuir e começámos a aprender a partilhar. Comecei por receber uma mesada e tive de aprender a viver com isso.

Agora quase três anos depois ainda lutamos com esta coisa das finanças combinadas. Consigo ter mais trabalho, mas mesmo assim ainda estamos a aprender como usar as finanças partilhadas. Será um trabalho em progresso.

Quando tenho menos dinheiro para compras como combustível ou comida, peço dinheiro ao meu marido; continua a ser muito difícil para mim ter de pedir dinheiro, e essa foi uma das situações que tive de aprender a ultrapassar quando iniciámos esta coisa das finanças combinadas.

Por vezes há um notório incómodo quando eu digo “amor, só estou a pedir algum do nosso dinheiro“, mas o conceito de “nosso” ainda é difícil de compreender, mesmo após estes anos todos.

Todas gostamos de manter uma pequena independência, e se estivermos a pedir dinheiro, então não somos tão independentes como pensamos. Todos temos hábitos de gastar diferentes e ideias diferentes do que pensamos ser “necessário”.

Mas afinal estamos a partilhar a vida juntos, e por vezes isso também significa ter de partilhar nosso dinheiro. Muitos casais discutem devido ao dinheiro e por terem ideias diferentes quanto às finanças devem funcionar; é normal descordar nestes pontos, mas no casamento é importante ambos saberem ceder um pouco.

Eu recuso a ficar tensa devido ao assunto dinheiro, e certamente não quero discutir por isso. Aprendemos a ceder, bem como a esticar o dinheiro ao máximo, pois no casamento vem tudo do mesmo saco, para o melhor e para o pior.

Agora diga-me, você tem problemas de gestão financeira com o seu companheiro? É difícil falar de dinheiro ou fazem uma boa equipa?

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