Impossível de evitar, o stress é uma reação automática do organismo perante diversas situações que o cérebro interpreta como sendo de mudança ou de perigo. Quando nos deparamos com certos acontecimentos ditos stressantes, ficamos em alerta, as mãos transpiram, o coração acelera e a adrenalina aumenta. Isto é completamente normal quando a adaptação é eficaz e adequada às exigências da realidade. Actualmente o stress transformou-se numa “praga” da nossa sociedade, que premeia a competição agressiva e avança a um ritmo galopante.
Podemos identificar três fases de stress:
A fase de alarme ou choque – é uma reacção a uma ameaça inesperada e desmedida;
A fase de resistência ou adaptação – falta de entusiasmo a todos os níveis. O stress torna-se persistente pela acumulação de circunstâncias negativas que a pessoa não consegue controlar;
A fase de esgotamento ou possível depressão – nesta fase o stress esgota completamente as reservas de energia do corpo. É o chamado “stress crónico” que ocorre quando os estímulos são muito intensos e se repetem frequentemente. É a etapa mais negativa para a saúde, tanto a nível físico como emocional, havendo a possibilidade de ideacção suicida.
O stress é prejudicial para a saúde quando não o controlamos, quando deixamos de pensar com clareza e nos bloqueia. Podemos até tornar-nos mais agressivos e intolerantes. Por isso, é muito importante detectá-lo a tempo, reflectir sobre a vida e, no caso de não o conseguirmos controlar adequadamente, procurar ajuda médica e/ou psicológica.
