Chegam e entram pela nossa casa sem pedir. Invadem-nos a sala enquanto descansamos no sofá, sussurram-nos ao ouvido enquanto fazemos o jantar – assim são os jornalistas. Aqueles metediços e aproveitadores como todos lhes gostam de chamar.
Ser jornalista nos nossos dias é difícil…
Já todos esqueceram que o jor
nalista se limita a dar a imagem real dos acontecimentos para informar, e esclarecer, para orientar. E aqui começa a tarefa árdua do jornalista.
Compete-lhe a ele saber distinguir o essencial do secundário, o importante do urgente, o durável do temporário. E para isso não basta estar no lugar certo e na hora certa…É também preciso ter uma sólida cultura, agilidade mental e também o sentido da responsabilidade. O nada aceitar sem confirmar.
O jornalista não é o inimigo, muito pelo contrário. Ele desempenha as suas funções quotidianas, vivendo as missões de que é incumbido a fim de transmitir a notícia com o maior realismo e brevidade. Ele sai para a rua na conquista da notícia que mais lhe interessa, contatando pessoas das mais diferentes condições sociais.
Quer junto de entidades públicas ou privadas, quer em tempo de paz ou na frente da batalha, quer sob tempestades ou bom tempo, o jornalista tem uma missão a cumprir. E tudo isto por sua causa, pois se muitas vezes encontra a glória após o trabalho feito, também não faltam exemplos em que a morte é a recompensa do esforço e sacrifício para o informar com verdade e rapidez.
Por isso da próxima vez que um jornalista tentar entrar em sua casa…ABRA-LHE A PORTA!!!
SSantos
