Todos já assistimos às (terríveis) birras, cenas em que as crianças se deitam no chão e gritam como se não houvesse amanhã. Deixam os pais envergonhados e todos à volta com uma opinião sobre o porquê daquele comportamento. Os castigos são prometidos mas raramente cumpridos, pois há aqui uma incapacidade em impor limites.
A criança ao longo do seu desenvolvimento necessita que lhe traçem linhas a seguir, que só os pais e ou os educadores o podem fazer. Assim as regras devem ser explicadas, desde muito cedo para que seja mais fácil cumpri-las. Convém que sejam claras e consistentes, o que hoje é um não, daqui a meia hora não deve ser um sim. Por muito terrível que isto possa ser para os pais, estes têm que se convencer que é necessário dizer “não”, nos momentos certos. A virtude será dar uma educação baseada numa atitude democrática, pois permite à criança perceber claramente os seus limites.
Perante uma birra, é sempre de evitar frases típicas do tipo “és um bebé feio”, “se continuas assim a mãe/pai vão dar-te ao senhor mau”, que para além de ser mentira é sentido pela criança como um ataque à sua auto-estima. Em público, não se deve repreender ou agir no momento em que a birra está a decorrer. A alternativa é afastar-se da cena e agir com naturalidade, é certo que vai ouvir muitos comentários contudo isso não deve influenciar nos seus actos. Passada a “crise”, os pais devem aproximar-se da criança e calmamente, perguntar e explicar que essas atitudes não levam a lado nenhum.
